अंशो नानाव्यपदेशात् अन्यथा चापि
aṁśo nānāvyapadeśāt anyathā cāpi
A partícula é declarada (como) diferente e também (como) igual.
Esta primeira parte do sūtra 2.3.43 do vedānta sūtra é onde está definida a relação que a alma tem com o Absoluto, aqui, alma é chamada de aṁśa, ou ‘pequenina parte’, aliás, ela também é chamada assim no bhagavad gītā (15.7), embora neste a palavra tem um peso afirmativo, ou seja, a alma é afirmada como tal, como partícula. E uma partícula é apenas parte (ou vem) de um todo, ou Todo, melhor dizendo.
ममैवांशो जीवलोके जीवभूतः सनातनः
mamaivāṁśo jīvaloke jīvabhūtaḥ sanātanaḥ
Decerto a eterna alma-em-ser, no mundo dela, é minha partícula.
Vejam que neste primeiro verso do dístico 7 do capítulo 15 encontramos a palavra aṁśa e também a palavra jīva, da qual falamos no post abaixo. Esta palavra aparece aqui com duas outras, loka, ‘mundo’, bhūta, ’ser’ (que poderia também ser traduzido aqui como “ser vivo”).
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O sūtra acima simplesmente abarca a teoria final da maioria das escolas de vedānta conhecidas. As escolas de vedānta e seus respectivos fundadores são:
advaita, śaṅkara (788-820 A.D.);
viśiṣtādvaita, rāmānuja (1017-1137 A.D.);
dvaita, madhva (1199-1276 A.D.);
dvaitādvaita, nimbārka (11°s.);
śuddhādvaita, vallabha (1479-1531 A.D.);
acintyabhedābheda, caitanya (1485-1533 A.D.).
As cinco últimas são conhecidas como escolas vaiṣṇava. É uma pena que no Brasil, nos círculos onde se estuda o vedānta, as pessoas só o conhecem sob a perspectiva de śaṅkara. Uma pena!
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