Arquivo para maio, 2011

Ex machina – o gadget humano.

Publicado sob a(s) categoria(s) Filosofia,Sânscrito,Vedanta em 25 de maio de 2011

inteligencia

Hoje falamos da tecnologia ser uma possível extensão do homem. Reflitamos…

No Bhagavad Gītā (18.61) é dito que estamos fixos numa tecnologia. Que ela é (só) parte do que somos, e por estarmos imersos em medidas, pouco nos damos conta.

ईश्वरः सर्वभूतानां  हृद्देशेऽर्जुन तिष्ठति

भ्रामयन् सर्वभूतानि यन्त्रारूधानि मायया

īśvaraḥ sarvabhūtānāṁ hṛddeśe’rjuna tiṣṭhati

bhrāmayan sarvabhūtāni  yantrārūdhāni māyayā

O Senhor situa-se no coração de todos os seres, Arjuna;

e movimenta os seres fixos numa máquina por medição (ilusão).

Vamos fazer um esquema inverso ao śloka:

māyā + yantra + hṛd < bhūta < īśvara

agora assim:

hardware < app. / softwares < Software


Existem pontos filosóficos bem interessantes neste śloka, vejamos:

A palavra māyā, vem da raiz , significa ‘medir’, e aborda dois temas:

a)      como medida para ‘mundo’, físico, o ‘reino das medidas’;

b)      como medida para ‘estreito’, limitado psicologicamente, ‘medidas da mente’.

OBS: É a partir do segundo significado que acabam traduzindo por ilusão.

A palavra yantra, vem da raiz yam, significa ‘suportar’, ‘sustentar’, ou:

É o suporte, é a máquina, sem ela não há lugar para o coração, nem para o ser. Esta máquina é causada pelas medidas (elementos) materiais, e também é quem causa as medidas psicológicas (ilusórias), quando o ser identifica-se com ela.

Temos assim:

Software (īśvara) > app. / software (bhūta) > hardware (yantra)

O app. (alma) vai sempre depender do Software (Senhor) para poder ser, e do hardware (máquina) para poder existir.

Portanto, nós estamos numa máquina, e fazemos parte de um sistema.

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Estorvo da educação é responsabilidade do MEC.

Publicado sob a(s) categoria(s) Avisos,Educação em 16 de maio de 2011

ponto-de-interrogacao

Leio hoje o jornal O Globo, e em sua capa:

“MEC não vai recolher livro que aceita erro de português”

Numa boa, não tenho mais paciência para comentar essas coisas, é perda de tempo.

Meu negócio é conhecimento, não picuinha.

Ainda mais quando sei que os maiores problemas da educação no Brasil são causados pelo MEC.

Minha opinião é a mesma que a do gramático Evanildo Bechara, nesta entrevista.

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