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Educação, liberdade & sânscrito.

Publicado sob a(s) categoria(s) Education,Sanskrit em 23 de February de 2010

lapis-de-cor

Ao ler o texto do Pedro Sette, que se refere, por sua vez, a outros dois artigos, ambos muito bons também; um dos temas abordados: liberdade, me fez lembrar mais uma vez da educação. E não foi a abordagem dos três textos, mais política, que gritou uníssona em meus ouvidos, não, foi o simples fato de comprovar again o quanto a tão vilipendiada liberdade é importante para o amadurecimento individual e social.

Parece-me que aqui no Brasil, quando os políticos (i.e. governo) falam de educação, o conhecimento e a liberdade não estão inclusos. Após ler a reportagem sobre a escola de Londres que adotou o sânscrito compulsoriamente em seu currículo, imaginei se por aqui seria possível tal empreendimento. Não seria. Talvez não pela má vontade, mas pelo excesso de burocracia para empreender algo semelhante quando fora do ciclo básico de disciplinas. O detalhe maior deste exemplo de Londres é não se tratar de uma escola hindu ou com características orientais. É uma escola inglesa típica e  tradicional. Que adotou o sânscrito por uma comprovação do quanto esta língua ajuda na apreensão de outros conhecimentos, e outro detalhe, que não os védicos.

Não tenho nada contra o Estado proporcionar educação e escolher o currículo que quiser para suas escolas. Mas que ele faça isso para todas as escolas fora do âmbito público já é um absurdo, uma forma de simplificar (tornar simplista) um processo tão rico e tão importante. Paremos para pensar: aqui no Brasil só há um tipo de escola, sem a menor possibilidade de haver outro, porque um tal de Parâmetros do Currículo Nacional não só diz o que você tem de aprender, mas como tem de aprender. E se todos aprendem as mesmas disciplinas de um único modo, não há como aquela disciplina se desenvolver, não há como o indivíduo ter a real experiência daquilo que supostamente aprende, porque educação é bem parecido a um processo alquímico: você tem de se transformar naquilo que conhece, nem que seja em poucos minutos, só para ter a experiência cognitiva do assunto.

E convenhamos, na escola brasileira de hoje isso é impossível, salvo raríssimas exceções.

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É por essas e outras que se eu fosse propor alguma campanha na Educação, proporia uma assim:

Educação livre, educadores livres!

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